Muitos duvidaram dele, mas com seu violão ele mudou essa história.

Jocel Vargas

Nascido em Caçapava do Sul (RS), Jocel Vargas sempre teve paixão por música, pediu um violão emprestado para amigos e num primeiro momento não teve uma ligação sentimental com o instrumento, pois seu sonho era aprender a tocar bateria. Acidentalmente sua prima quebrou o violão que inclusive não era seu e o amor pela música parecia ficar mais distante, porém quando Jocel Vargas resolveu consertar ele mesmo o antigo violão quebrado a paixão pelo instrumento se tornou real e ele não imaginava que seu envolvimento com a música marcaria a sua história, aos 13 anos já era guitarrista.

Mesmo tendo diversos compromissos, como estudante e como pedreiro ajudando o seu pai, encontrou tempo para aprender música.

Os músicos da cidade eram a oportunidade que ele tinha de aprender. Ele se aproximava deles, pedindo para que o ensinassem uma nota ou um acorde qualquer, pois muitos não tinham tempo suficiente para transmitir o que realmente gostariam, as lições eram rápidas e ali mesmo na rua, porém de grande valia, Jocel Vargas apoiava o violão no joelho se equilibrando em somente um dos pés, um misto de músico e equilibrista, e desta forma, ele teve diversos mestres, amigos, incentivadores.

Ganhou sua guitarra de seus pais e comprou um violão novo para retribuir seus amigos visto que o deles havia sido quebrado, mas eles não aceitaram e preferiram o antigo violão mesmo consertado.

Foi em uma sapataria quando solicitou o feitil de uma alça para seu instrumento que surgiu a primeira oportunidade. Alguém perguntou: “toca ou este violão branco é só para bonito”. Sem pensar duas vezes Jocel Vargas tocou uma música, o sapateiro saiu às pressas do local e retornou com mais um senhor, os dois pararam para ouvi-lo tocar e após esta singela apresentação foi então convidado a participar do seu primeiro conjunto musical.

Tentou a sorte em um festival musical estadual, procurou um gaiteiro renomado na cidade para lhe acompanhar, porém o gaiteiro disse: “jamais aprenderá a tocar violão na vida!” Ele saiu porta a fora desiludido, mas sabia que isso não era o fim do seu sonho.

Confiante, não mediu esforços para se aperfeiçoar cada vez mais, ensaiava 5 horas por dia e sabia que com essa determinação poderia vir a ganhar o festival. A caminhada não foi fácil, afinal nem dormia mais, estudava, trabalhava e ensaiava. No dia da apresentação foi o único que não possuía banda de apoio e cantou somente na companhia de seu violão. Mas o esforço valeu a pena, pois conquistou o “Primeiro Lugar de Solista Vocal”, foi então que ele sentiu-se encorajado para encarar essa longa estrada como musicista.

No decorrer do caminho, formou algumas duplas, bandas dos mais variados ritmos em Santa Maria (RS) onde residia desde seus 15 para 16 anos e já morava sozinho. Sempre Estudando e trabalhando e com esperança de um dia alcançar o seu espaço no mercado artístico.

Quando se mudou para Porto Alegre, depois de realizar alguns shows resolveu gravar um trabalho independente, cantando composições próprias com uma nova roupagem da música sertaneja. O repertório agradou e a agenda de apresentações aumentou, decidiu encarar de vez a música como paradeiro definitivo, montou sua banda e juntos, estão escrevendo uma nova história no Sertanejo Universitário.

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