Michel Temer vira réu pela quarta vez por lavagem de dinheiro em São Paulo

Nesta quinta-feira, 04 de abril, o ex-presidente Michel Temer virou réu pela quarta vez após à Justiça Federal ter aceito uma denúncia contra o ex-presidente que é acusado de lavagem de dinheiro em São Paulo.

A denúncia foi aceita nesta quinta, 04, pelo juiz Diego Paes Moreira que é o titular da 6ª Vara Federal Criminal de São Paulo, a denúncia foi feita pela força-tarefa da Operação Lava Jato do Ministério Público Federal (MPF), além do ex-presidente tornaram-se réus também por essa denúncia a filha de Temer, Maristela Temer e ainda o Coronel João Baptista Lima Filho e sua esposa Maria Rita Fatezi.

Agora ambos os quatro são réus em uma ação penal pelo crime de lavagem de dinheiro, as denúncias que foram aceitas pelo juiz nesta quinta, 04, haviam sido apresentadas pelo MPF na última terça-feira, 02 de abril.

Os procuradores suspeitam que a reforma a qual a casa de Maristela Temer sofreu há algum tempo teria sido financiada com recursos públicos que foi desviado da usina nuclear de Angra 3.

Em nota o advogado criminalista Eduardo Carnelós, que defende Michel Temer, afirmou que a acusação “é infame” e “estapafúrdia”.

Já o advogado Fernando Castelo Branco, que defende Maristela Temer, disse que “a origem dos valores utilizados para a reforma de sua residência é lícita e [a filha do ex-presidente] jamais participou de qualquer conduta voltada à lavagem de dinheiro”.

Os advogados Cristiano Benzota e Mauricio Leite, responsáveis pela defesa do coronel Lima e de Maria Rita Fratezi, citaram a “precipitação da apresentação de denúncias pelo Ministério Público Federal”.

A denúncia é desdobramento do chamado inquérito dos portos, que investigou se Temer favoreceu empresas do setor portuário com a edição de um decreto. Ela ocorreu 12 dias após o ex-presidente ser preso pela Lava Jato do Rio.

Ele foi solto no dia 25 de março após decisão do desembargador Antonio Ivan Athié, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região.

O caso estava no Supremo Tribunal Federal (STF) e foi remetido para São Paulo em janeiro, quando Temer deixou a Presidência e perdeu o foro privilegiado.

A casa de Maristela Temer tem 350 m² e fica no Alto de Pinheiros, um dos bairros mais valorizados da capital paulista. Em 2014, o imóvel passou por uma grande reforma.

 

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