André SilvaCulturaMúsica

Liniker se torna primeira artista trans imortal da Academia Brasileira de Cultura

Cantora é reconhecida por contribuição à cultura contemporânea

Nesta terça-feira (14), o cenário cultural brasileiro será palco de um marco histórico com a empossação de Liniker como imortal na Academia Brasileira de Cultura. A cantora ocupará a cadeira cuja patrona é a lendária Elza Soares, tornando-se a primeira artista trans a conquistar esse prestigioso reconhecimento.

“Eu ainda nem sei o que falar com tamanha honraria que recebo. Assumir esse lugar, a cadeira 51, que foi de Elza Soares nossa eterna voz, no Brasil em que vivemos, com os recortes que perpassam meu corpo, é surreal e gigantesco. Nunca achei que seria possível ser considerada assim, por não imaginar mesmo, por ser distante”, disse Liniker.

Liniker, que já havia deixado sua marca ao se tornar a primeira cantora trans a vencer o Grammy Latino em 2022, agora alcança mais um feito notável em sua carreira. A Academia Brasileira de Cultura, conhecida por honrar grandes contribuições nas áreas de música, cinema e literatura, reconhece o impacto significativo de Liniker na cena cultural contemporânea.

“Aqui vemos a história sendo escrita junto a um mar de novas possibilidades que se abrem para tantas pessoas no Brasil. Nós estamos aqui e nós existimos”, acrescentou Liniker.

A cerimônia de posse não se limitará apenas à presença de Liniker, mas contará com a empossação de outros ilustres nomes, como Margareth Menezes, Glória Pires, Daniela Mercury, Conceição Evaristo, Sônia Guajajara e José Luiz Ribeiro, destacando a diversidade e riqueza do talento nacional.

Liniker tem se destacado como uma das principais representantes da comunidade LGBTQIA+ no Brasil, utilizando sua arte para quebrar barreiras e promover a inclusão. Sua trajetória exemplar é mais uma prova de que a arte transcende fronteiras, desafiando normas e abrindo caminhos para novas possibilidades e conquistas. A Academia Brasileira de Cultura acolhe Liniker com mérito, celebrando não apenas sua música, mas também sua contribuição para a diversidade e representatividade no cenário cultural brasileiro.

***O texto acima é de inteira responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a opinião do Portal S4.

André Silva

Vencedor do Prêmio Themis de Jornalismo, sou formado em Comunicação pela Universidade Veiga de Almeida, jornalista apaixonado pela comunicação e fundador da Mala Cultural. Também atuo como assessor de imprensa, com ampla experiência em canais digitais. Com curso em Relações Internacionais pela FGV, possuo habilidades com espanhol, inglês e francês.

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