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Como vai a Educação pós pandemia no Brasil

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O ensino remoto foi definido como plano de ação naquele momento.

Quem não lembra da chegada da pandemia da COVID19 no Brasil? 

Quando as escolas tiveram que fechar as portas de um dia para o outro. E em consideração ao imprevisto, a continuidade do processo de educação somente foi possível por meio de plataformas digitais e redes sociais. 

O ensino remoto foi definido como plano de ação naquele momento. Hoje a COVID 19 continua. Porém, com o avanço da vacinação no Brasil depois de um período provisório das aulas e atividades serem a distância por meio de recursos tecnológicos as aulas presenciais são retomadas. 

E a pergunta que não quer calar é: “como está a educação pós pandemia no nosso país?

Muitas vezes é preciso romper a redoma cômoda para prosseguir  e vencer os percalços dessa existência refletindo com a razão e fazendo o que precisa ser feito com o que temos. Como é dito entre os populares: “agora que isso me aconteceu; o que farei daqui para frente?” A pandemia do coronavírus veio e vivenciamos a exigente experiência de uma adaptação a novas formas de aprender, ensinar e interagir. 

No decorrer da pandemia as aulas passaram a ser em casa através do computador ou celular. Muitos estudantes e professores brasileiros que não possuíam mais as salas de aula, também não contavam com acesso à internet, nem à posse de um computador ou celular para suas aulas. Mas, todos tiveram que arrumar um jeito de ensinar e estudar a distância.

Para um país com grandiosa extensão territorial e uma diversidade econômica, cultural e social igualmente descomunal como é o Brasil. Se já é um desafio manter o engajamento dos estudantes presencialmente, com toda a dedicação dos professores, que além de repassar conteúdos é um constante mediador do aprendizado, facilitando descobertas e aquisição de conhecimento. Imagine em aulas online? 

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Mesmo com as dificuldades, todos tivemos que reaprender, tanto a estudar, tanto como ensinar.

A ocorrência do ensino aprendizagem através das aulas online no decorrer da pandemia ficou ainda mais complexa e desigual. Se nas aulas presenciais uma das  questões debatidas era a falta de participação da família nos deveres de casa. A falta de preparo dos tutores durante as aulas remotas ficou evidente.

As demandas para o acesso às ferramentas tecnológicas e ao conjunto de serviços necessários para o desenvolvimento das atividades das aulas online pelos professores e alunos foram imensamente difíceis. Portanto, depois de uma temporada em que é incontestável o transtorno em contornar a falta de infraestrutura e a dificuldade de acessar o conteúdo das aulas. Os desafios são inevitáveis para a comunidade escolar.  

 A adaptação para aulas online em tempos de pandemia foi muito repentina. Os tutores dos estudantes menores, se sentiram inábeis em suas incumbências de mediar essa modalidade de ensino. Não obstante, professores se desafiaram para transmitir conteúdo, proporcionar o desenvolvimento social e também estimular o equilíbrio emocional dos alunos, dos familiares e deles próprios. 

Provavelmente, sofreremos mudanças que impactam nossa vida de maneira negativa como transtornos emocionais, o agravamento das desigualdades que foram e permanecerão ainda mais acentuadas e com consequências sérias. 

Entretanto, haverá mudanças positivas como a descoberta da modalidade de  educação a distância, das novas formas de acessar a cultura e uma transformação digital mais forte.

Obviamente houve perda de aprendizagem durante o ensino remoto em comparação com o que se verifica nas aulas presenciais o que acentua o déficit educacional das escolas públicas no Brasil. 

No entanto, “agora que isso aconteceu, o que vamos fazer?”

A inclinação natural é que as aulas expositivas diminuam, concedendo espaço para aquelas que colocam o aluno ativo na busca pelo conhecimento. Visto que, ficou visível que a escassez de participação nas atividades remotas entre os estudantes da rede pública, seja devido ao fato do perfil socioeconômico deles, a falta de acesso a computadores, tablets e celulares, com sinal de internet.

Para que esses estudantes recuperem a aprendizagem perdida é imprescindível prepará-los para a vida. Desenvolvendo neles pensamento analítico voltado para a realidade através da prática de rodas de conversa onde seja possível levantar debate acerca de inovações tecnológicas que auxiliem o processo ensino aprendizagem. O futuro da educação é trazer mais autonomia para o estudante no decorrer da aquisição de conhecimento.

Na graduação e especialização a distância o aluno tem acesso aos materiais por meio de plataforma, e vai até o apoio educacional para fazer provas, participar de aulas práticas e trabalhos. 

O que demonstra ser possível ver os impactos positivos e eficazes do uso da tecnologia na educação.

Efetivamente a digitalização da educação estimula a autonomia do estudante durante a aquisição do conhecimento, desperta a curiosidade e melhora o desempenho escolar.

Uma vez que o uso da tecnologia é uma exigência que favorece o contexto para  o futuro da educação. É coerente a  influência do poder público, de especialistas da educação e das pessoas comuns do povo levarem consigo  reflexões, debates e atitudes acerca do desamparo de estudantes e professores que tiveram dificuldade ao acesso às ferramentas tecnológicas. 

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A pandemia trouxe prejuízos imensuráveis para o ensino e aprendizagem.

E a reflexão por parte do poder público em transformar essa realidade das nossas escolas é fazendo investimentos em recursos tecnológicos, valorização e qualificação dos professores em novas tecnologias.

Fica evidente, portanto, que a tendência para a digitalização da educação que manifestou-se como uma exigência durante a pandemia, certamente é a tendência para a educação pós pandemia.

***O texto acima é de inteira responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a opinião do Portal S4.

Um Comentário

  1. Muito interessante sua avaliação principalmente no âmbito da desigualdade social. Os alunos sem acesso a internet, os professores pagando do próprio bolso todo o material didático, internet… enfim, “tudo continua como dantes no quartel de Abrantes “.
    A desvalorização da classe mais importante do mundo.

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