Diálogo: qual a importância nos relacionamentos?

A psicóloga esclarece o quanto o diálogo tem papel fundamental para uma vida a dois e dá dicas de como ele deve ser feito, assim como os momentos mais adequados

Por Cristine Lima dos Santos

Aqui, neste mundo, estamos para aprender, evoluir em qualquer aspecto para sermos melhores.

E o diálogo faz parte desse processo, por isso, é preciso aprender a articular bem as palavras, usar o vocabulário correto, o tom de voz adequado, para saber falar ou se dirigir para qualquer pessoa.

Sempre digo que podemos dizer qualquer coisa para o outro, desde os apontamentos positivos (e isso é fácil), mas principalmente aquilo que é mais difícil, como uma crítica, que aos nossos olhos são positivas.

Aí que entra o “x” da questão: se não for bem colocada, é interpretada como negativa, e começa o problema da discórdia, da discussão.

Sendo assim, o diálogo é extremamente importante e é com ele que fazemos nossos acertos com o outro, entendemos o que está passando no pensamento daquela pessoa, aonde está a diferença entre o que eu penso e o que o outro pensa, a maneira como o outro interpreta o que estou falando etc.

Tudo é um hábito e dialogar também é um costume: é a rotina de conversar e de trocar!

Lembre-se de que não é discussão.

Os ânimos podem até se apimentar durante a conversa, afinal, estamos acertando as arestas, mas precisamos usar nossa Inteligência Emocional, ou seja, buscar um equilíbrio emocional para conter os ânimos. Parece difícil? Sim. Mas quer uma dica?

“Como já dizia o provérbio, ‘sal em excesso fica salgado e pouco sal também não é bom’, ou seja, devemos ter equilíbrio e moderação”

O emocional e a razão andam juntos no diálogo

No momento de um diálogo, se você perceber que os ânimos se alteram, pare, dê um intervalo, refresque seu emocional, diga para o outro “estamos muito alterados e desta forma não chegaremos a lugar algum, conversaremos num outro momento”.

Uma das partes tem que ter mais equilíbrio.

O diálogo é uma troca de ideias, portanto, precisamos entender isso para que possamos construir uma ideia “quase única” para os dois poderem se entender e harmonizar a relação.

Nunca se esqueça de que o emocional é “burro”, pois quando ele atua sozinho nós faremos ou falaremos bobagens, por isso, precisamos da razão para manter o equilíbrio entre os dois.

Mas isso é um aprendizado e que, aos poucos, temos que treinar.

Como já dizia o provérbio, “sal em excesso fica salgado e pouco sal também não é bom”, ou seja, devemos ter equilíbrio e moderação.

Ouvir o outro é estar disposto a buscar uma relação saudável, é o desenvolver da paciência e compreensão, é deixar o ego de lado e praticar a humildade de reconhecer que nenhum dos dois são possuidores da razão absoluta, é ser menos individualista e ouvir o outro sem se inflamar porque está sendo contrariado.

Tenha sempre em mente que tudo na vida são aprendizados e deles criamos hábitos bons ou maus.

Como eu disse e volto a ressaltar, o diálogo é um hábito benéfico em qualquer relação, então, aprenda a desenvolvê-lo. Encare-o como um processo.

Você acha que não consegue?

Busque orientação, mas faça, não é pelo outro e sim por você.

É importante sempre ter uma atitude positiva e ter uma conversa agradável. Respeite e seja respeitado, pois isso faz toda a diferença na vida!

Quem é Cristine Lima dos Santos?

 Cristine Lima dos Santos é psicóloga clínica (CRP 06/43571-9) há mais de 27 anos, além de diretora da Clínica Eubiose Integração em Saúde.

É pós-graduada em psicologia hospitalar, psicomotricista, orientadora vocacional, acupunturista, terapeuta floral, dentre outros, além de palestrante e coautora do livro Mulheres Invisíveis, sobre violência contra a mulher, com previsão de lançamento para o segundo semestre de 2020.

Atende presencialmente e de forma on-line.

Saiba mais em @cristine.psicologia e @clinica.eubiose.

 

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