Conversa com Bial 07/09/2020: Eduardo Bueno é o convidado

Conversa com Bial

Conversa com Bial traz bate papo com historiador no Dia da Independência do Brasil

O Conversa com Bial desta segunda-feira, 07 de setembro, traz mais uma edição do programa que é comandado por Pedro Bial que a cada dia da semana promove um bate papo com convidados que falam sobre suas vidas e carreiras ou ainda sobre assuntos que são colocados em pauta pelo apresentador e que se relacionam diretamente com suas vidas.

Em virtude do atual momento que estamos vivenciando, a atração vem sendo apresentada diretamente da casa do apresentador que tem tido bates papos com convidados de maneira remota.

Sendo que cada um deles conversa diretamente de suas casas, na edição que irá ao ar nesta segunda, Bial traz um bate papo com o historiador Eduardo Bueno.

Antecipando as comemorações dos 200 anos da Independência do Brasil em 2022, o jornalista e escritor Eduardo Bueno, o Peninha, está lançando o livro “Dicionário da Independência: 200 anos em 200 verbetes”.

No 7 de setembro, ele conversa com Pedro Bial sobre fatos e símbolos dessa história nem tão conhecidos quanto o grito de Dom Pedro às margens do rio Ipiranga.

Entre os assuntos, Peninha e Pedro Bial falam sobre como as mulheres não têm seu papel reconhecido na história da independência. Peninha enfatiza que quem escreveu e assinou o decreto foi a esposa de Dom Pedro, Maria Leopoldina.

“Como regente na ausência de Dom Pedro, ela recebe as cartas e, junto a José Bonifácio, decide que é a hora da independência, faz o decreto e assina.”

 

Filha de Francisco I, rei do sacro-império da Áustria, Dona Leopoldina era culta, inteligente, interessada em filosofia e em artes. Conta Peninha que a austríaca, que conheceu o pianista Schubert e trocou ideias com Goethe, foi ridicularizada pela casa de Bragança e a família real portuguesa ao chegar no Brasil cheia de livros.

“Ninguém lia. Dom Pedro não deve ter lido um livro na vida dele. A educação dele foi péssima, era péssimo latinista. Não teve educação formal, foi jogado pelos próprios pais.”

O historiador faz questão de enfatizar que o processo da independência foi uma articulação da bancada ruralista para que se mantivesse a escravidão. No pacto entre a família real e as elites, havia o desejo de mais autonomia, mas sem alterar a forma como a sociedade estava organizada.

“Foi mais um dos momentos que o Brasil mudou para ficar igual. Para que elites rurais se mantivessem no poder. Ao contrário das colônias espanholas, o país não se partiu em pequenas repúblicas: tornou-se uma monarquia. Diferente de Paraguai, Argentina e Colômbia, a escravidão não acaba.”

O Conversa com Bial começa logo após mais uma edição do Jornal da Globo, não perca!

Para assistir o Conversa com Bial e a programação da Rede Globo, clique aqui!

Fernando Azevedo22376 Posts

    Sou formando em Ciências Contábeis pelo Centro Universitário de Votuporanga, SP, (UNIFEV), e um aspirante a jornalista que escreve sobre TV desde meados de 2009 quando iniciei o Portal S4, além disso, ainda sou autor nas horas vagas tendo dois livros publicados e diversos e-books à venda na Amazon.

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